Qual é a sua?
Por que se condiciona à isto?
És masoquista?
Gosta de idealizações?
Tem alucinações com o impossível?
Por que você não gosta de si mesmo?
Por que se acha insuficiente para fazer qualquer coisa?
Por que trata seus erros de uma maneira tão séria?
Por que se cobra tanto?
Por que não vê a vida pelo lado bom?
Por que é incapaz disso?
Será que é por pura frustração?
Ou por esperança de encontrar alguém que julgue ser perfeita na sua cabeça animal e falha?
Será que é por nunca estar satisfeito?
Por invejar o que o próximo mostra que tem nas redes sociais?
Por que se expõe tanto na internet?
Por que não deleta seu blog?
Pra que ele serve?
Para as pessoas lerem e terem pena do cara totalmente normal e que dramatiza qualquer rotina?
Que sempre passa pelo mesmo e não aprende nunca que a vida se condiciona desta forma?
Que não sabe que na vida a gente tem que entender que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri?
Que não sofre por nada e precisa arrumar algo pra ser vítima?
Por que ainda pensas nas mesmas coisas batidas?
Por que não aceitas a realidade?
Por que não a vê com o realismo que sempre pregou?
Por que nada de bom consegue ser relacionado a você mesmo, nesta sua falha mentalidade adolescente?
Você acha que sofre?
Você acha que sua vida é tão triste quanto prega?
Você acha que conhece a fome?
O frio?
A dor de um amor verdadeiro?
Você acha que tudo aquilo pelo que passou vale sequer uma lágrima tua já derramada por pessoas que nunca o viram da mesma forma?
Você acha que elas sequer ligam pra isto?
Você acha que elas não estão sorrindo e buscando a felicidade, enquanto você se lamenta e continua as observando nas redes sociais?
Você sabe se a vida delas é tudo isto?
Você sabe se no futuro realizará este seu desejo primata com quem sempre quis?
Você se importa se não conseguir?
O que mudará na sua vida?
Nunca mais se apaixonará por nenhuma outra mulher?
Ou é tão burro a ponto de não querer se envolver de novo?
O que dá na sua cabeça de se apaixonar em apenas uma noite?
Tem certeza que foi paixão?
Tem certeza que era tudo isto?
Tem certeza que daria certo, se houvesse ocorrido tudo conforme você quisesse?
Tanto nesta vez quanto nas anteriores?
Por que pensa que você não serve pra nada?
Por que você não se ama, cara?
Por que você não percebe que nunca valeu a pena ficar triste por ela?
Por que você insiste em bater a cara no muro e se lamentar do passado?
Qual é a dificuldade de olhar para o futuro com outros olhos?
De se empenhar e deixar todas aquelas que te rejeitaram friamente pra trás?
Por que você se nega a acreditar que o que há entre vocês nunca foi amizade e nunca será?
E que o que foi vendido como amizade e carinho não passa de pura dó?
Será que não passa mesmo?
Será que nunca houve uma ponta de paixão?
Será que isso nunca irá voltar no coração dela?
Se voltar, você aceitaria?
Se não voltar, você vai continuar se martirizando?
Quando você vai virar um homem e descobrir que ela nunca foi o ideal pra você, e você só se apaixonou por um rostinho bonito e alternativo?
Quando você vai parar de procurar a mulher perfeita?
Quando você vai perceber que isto nunca existiu e que relações humanas se baseam apenas em interesses?
Você não percebeu que ela só voltou a falar com você para te pedir um favor inconveniente?
Que nunca foi porque ela se importava?
Você nunca percebeu o quão idiota foi aquela noite?
Que ia deixar ela ir embora sozinha só porque fumou maconha a noite inteira e se esqueceu completamente?
Que não passou a mínima confiança para ela e que cobra dela algo que VOCÊ MESMO não fez direito?
Que continua esperando que ela mude de ideia?
Que sabe que ela está apaixonada por outro?
Que este outro é bem mais bonito, cabeludo, e alternativo que você?
Que este outro tem mais papo e parece mais legal nas redes sociais?
Que este outro sempre teve a chance de ouro e nunca aproveitou?
Que este outro pode ser qualquer um que ela decida ser?
Que já foi você um dia, mas hoje não é mais?
Nunca percebeu o quão fácil é colocar suas perguntas em apenas um lugar?
Que elas se respondem automaticamente?
Que você tem total potencial para ser feliz, sem rancor algum, esquecendo completamente desta perda de tempo na sua vida?
Você realmente se importa se alguém ler?
Se ela ler?
Você imaginaria que ela iria ler algum dia?
Você realmente teve uma recaída por se surpreender?
Você realmente acha que ela ainda se interessa?
Quando você vai parar de gritar silenciosamente por uma causa perdida?
Por que você não se contenta com as paixões que já possui hoje em dia?
Não consegue ver que estas paixões te buscam tão intensamente quanto você buscou quem quis?
E que apesar disto, você continua buscando justamente a que não deu certo?
Você não acha que está sendo um pouco sonhador e idealista demais?
Que está procurando o impossível no seu mar de letras?
Que anseia alguma reviravolta?
Mesmo sabendo que ela não irá acontecer?
Que nada fez sentido, nada adiantou, e você precisa ler este texto mais de uma vez para tentar cair na real?
Não entendeu que este que vos escreve é você mesmo?
Que estou gritando pra você acordar enquanto você insiste em continuar dormindo?
Que eu quero o seu bem acima de tudo, que eu quero que você se queira bem?
Que eu quero que você pare com toda esta baboseira?
Que eu quero que você aproveite a sua vida à sua maneira?
Que eu não quero que você desperdice as chances que tem hoje em dia?
Que há várias oportunidades de fazer diferente?
Que há amor nestas pessoas que querem se relacionar com você?
O que você precisa para parar com isto?
Se deitar novamente com alguma delas?
Sentir aquela boa sensação de não ser rejeitado?
O que você precisa?
Quando você precisa?
Não percebe que é jovem?
Que há muito pela frente?
Que sua necessidade de amar e ser amado será suprida ao acaso?
Que não vai mais ser confundido devido às suas experiências anteriores?
Por que deseja tudo isto logo agora?
Não consegue esperar?
Quando, Luís Paulo, você vai perceber que reclama de barriga cheia?
Me diga quando, Traíra, você vai continuar sendo o cara sensível e que sempre se dá mal?
Até quando vai continuar se afirmando que precisa ser mais do que isso mas não sai do lugar?
Até quando vai continuar sendo refém da sua própria auto-insuficiência?
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
domingo, 15 de fevereiro de 2015
A sage once said...
"How shall I open my heart, oh friend? It is forbidden for me to speak. I am about to die for lack of a kindred soul to understand my misery. Simply by looking in her eyes I find the beloved of my heart. But rare is such a soul who swims in ecstatic bliss on the high tide of heavenly love."
Aquele meu desleixado quarto
Se jogar à deriva, pensar e voar
Liberdade para sentir e apavorar-se
Tomar para si a diferença entre cada pulsação
Ser para si mesmo a impulsão do crescimento
Apertar cada mão com olhar sereno
Espalhando sua falsa confiança através do tato
Até que se realize a ausência da insegurança
Num infinito processo automatizado pela consciência
O sal nas narinas e o som a ecoar pela baía
Vozes alegres e embriagadas, entranhadas à vibração de seis cordas
Majestosamente iluminam a escuridão que a luz da lua recusara chegar
Pois o Sol já se encontrava ofegante após curar tanto mau-humor
E sem sua brilhante liderança, corações se enegrecem e minha gente entristece
Confusas diante das bifurcações com cem estradas,
Concentradas,
À procura do caminho mais curto para a alegre desilusão verdadeira
Sob um poste de luz, em algum quintal de terra
Dentro daquele meu desleixado quarto
Sentir-se realizado por um breve momento
Negar a repetição dos acontecimentos
Sem vigiar seus próprios pensamentos
Desejo que se transforma em rejeição
Incluindo-se fora de todas as expectativas futuras
Assustando e afastando o presente
De volta para o passado em que sempre viveu
Se volta para sua própria insuficiência
Esquece toda sua bondade
Transforma-a em egoísmo
Esbraveja com o fantasma do mundo
Mesmo que sua vida tenha o colocado nos dois papéis
O de amado
E o de simples amador
Mas
Se você seguir teu caminho e eu o meu
Continuaremos inúteis contra o tempo
Pois qualquer cão nas ruas sabe
Que todos já fomos apaixonados pelo impossível
Todo jogador, na verdade, sabe que está ali para perder
Ou uma amizade ou algumas boas memórias
Daquele dia frio
Da mais linda forma de timidez
Do sentimento mais verdadeiro
Da conquista que nasceu por um elogioso comentário
E morreu com descaso
Naquele quintal de terra
Naquele meu desleixado quarto
Liberdade para sentir e apavorar-se
Tomar para si a diferença entre cada pulsação
Ser para si mesmo a impulsão do crescimento
Apertar cada mão com olhar sereno
Espalhando sua falsa confiança através do tato
Até que se realize a ausência da insegurança
Num infinito processo automatizado pela consciência
O sal nas narinas e o som a ecoar pela baía
Vozes alegres e embriagadas, entranhadas à vibração de seis cordas
Majestosamente iluminam a escuridão que a luz da lua recusara chegar
Pois o Sol já se encontrava ofegante após curar tanto mau-humor
E sem sua brilhante liderança, corações se enegrecem e minha gente entristece
Confusas diante das bifurcações com cem estradas,
Concentradas,
À procura do caminho mais curto para a alegre desilusão verdadeira
Sob um poste de luz, em algum quintal de terra
Dentro daquele meu desleixado quarto
Sentir-se realizado por um breve momento
Negar a repetição dos acontecimentos
Sem vigiar seus próprios pensamentos
Desejo que se transforma em rejeição
Incluindo-se fora de todas as expectativas futuras
Assustando e afastando o presente
De volta para o passado em que sempre viveu
Se volta para sua própria insuficiência
Esquece toda sua bondade
Transforma-a em egoísmo
Esbraveja com o fantasma do mundo
Mesmo que sua vida tenha o colocado nos dois papéis
O de amado
E o de simples amador
Mas
Se você seguir teu caminho e eu o meu
Continuaremos inúteis contra o tempo
Pois qualquer cão nas ruas sabe
Que todos já fomos apaixonados pelo impossível
Todo jogador, na verdade, sabe que está ali para perder
Ou uma amizade ou algumas boas memórias
Daquele dia frio
Da mais linda forma de timidez
Do sentimento mais verdadeiro
Da conquista que nasceu por um elogioso comentário
E morreu com descaso
Naquele quintal de terra
Naquele meu desleixado quarto
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
I'll see you soon
So you lost your trust
And you never should have
You never should have
But don't break your back
If you ever see this
But don't answer that
In a bullet-proof vest
With the windows all closed
I'll be doing my best
I'll see you soon
In a telescope lens
And when all you want is friends
I'll see you soon
So they came for you
They came snapping at your heels
They come snapping at your heels
But don't break your back
If you ever say this
But don't answer that
In a bullet-proof vest
With the windows all closed
I'll be doing my best
I'll see you soon
In a telescope lens
And when all you want is friends
I'll see you soon
I'll see you soon
I know you lost your trust
I know you lost your trust
I know don't lose your trust
I know you lost your trust
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Only God Can Judge Me
Não tenho vontade de jogar mais nenhum dos 144 jogos que eu tenho na Steam. Me sinto compelido à escrever, mesmo sem saber o que. Quero evitar, e tento, ao máximo, expor minha vida emocional, mas é como um hábito que eu tenho há uns anos, e não consigo largar. Não sei sobre o que falar, ou o que falar. Talvez uma correção de mim pra eu mesmo e uma auto-análise (que eu espero que seja mas se não for não tem problema) breve. Eu perco a cabeça muitas vezes, por coisas tão inúteis quanto possa imaginar. Apesar de querer deixar a amargura me consumir, vejo que é um péssimo caminho, aquele que um bebê chorão recorre quando se vê acuado. Não me descem as coisas, eu abro o berreiro silencioso que se transforma em outro mar de letras. E o ciclo continua, até eu descobrir qual é a dessa psicose. Sempre fui meio paranóico, nunca tentei lutar contra. Talvez seja a hora. Vi que faço carnaval por coisas que coloco na minha cabeça e acredito. Está na hora de parar.
Me condiciono ao estado de carência, talvez por saudade dos meus amigos. Porra, como era bom ir jogar um futebol no campinho do Guaruçá às 2 da tarde com o sol rachando. A molecada sempre reunida, fazendo merda que moleques fazem, e rindo. Aqui me sinto mais adulto, minha molecagem não tem espaço. Ser meio largadão tem lá suas desvantagens, as pessoas se impressionam se me virem bem-vestido. Não tenho culpa de gostar de camisa larga, bermudão de praia e chinelo. É assim que eu cresci. Saudades da comida e carinho da minha mãe, das brejas e papos com o meu pai, das vezes que eu chegava tarde de ressaca em casa e eles cuidavam de mim.
Tenho uma nova família agora, a família Rep Our. Não são minha mãe e nem meu pai, mas acho que são os melhores amigos que alguém pode ter aqui nesta cidade. Me receberam, me educaram para a vida universitária, e se tornaram verdadeiros parceiros. Não me imagino morando em outro lugar, a não ser com eles. Além de fazer parte disso, conheci muitas outras pessoas interessantes na universidade. Novas pessoas, novas experiências, alerta constante para o caiçara torto perdido no interior que de cabeça quente consegue ser um cara completamente dramático. Às vezes o rage nos consome, mas não podemos consumir o rage. Tem que deixar rolar como a brisa do verão, tá ligado? Tem que deixar espairecer na esplanada da baixada. Ouvir um 2pac tranquilão, Only God Can Judge Me, beat n flow insanos. Esquecer desse monte de besteira, preocupações sem sentido. 2pac e suas letras me fizeram lembrar como existem pessoas com preocupações bem piores por aí, e eu sem vigiar meus pensamentos, ações e sentimentos, esquecendo de agradecer ao Grande Arquiteto pelo que sempre tive. Mais vigilância! All Eyez on Me! (So much trouble in the world, nigga
(O rap do mito Shakur é o verdadeiro, bro, não dá pra parar de ouvi-lo. Fica a sugesta1.)
PS: EU SEI QUE TEM MUITA CONTRADIÇÃO ENTRE MEUS POSTS, É POR ISSO QUE EU FALO QUE EU SOU FUCKING LOUCO. METAMORFOSE AMBULANTE, LIFECHANGER, THE CARRY ON DUDE. ONLY GOD CAN JUDGE ME. WEST SIDE.
Me condiciono ao estado de carência, talvez por saudade dos meus amigos. Porra, como era bom ir jogar um futebol no campinho do Guaruçá às 2 da tarde com o sol rachando. A molecada sempre reunida, fazendo merda que moleques fazem, e rindo. Aqui me sinto mais adulto, minha molecagem não tem espaço. Ser meio largadão tem lá suas desvantagens, as pessoas se impressionam se me virem bem-vestido. Não tenho culpa de gostar de camisa larga, bermudão de praia e chinelo. É assim que eu cresci. Saudades da comida e carinho da minha mãe, das brejas e papos com o meu pai, das vezes que eu chegava tarde de ressaca em casa e eles cuidavam de mim.
Tenho uma nova família agora, a família Rep Our. Não são minha mãe e nem meu pai, mas acho que são os melhores amigos que alguém pode ter aqui nesta cidade. Me receberam, me educaram para a vida universitária, e se tornaram verdadeiros parceiros. Não me imagino morando em outro lugar, a não ser com eles. Além de fazer parte disso, conheci muitas outras pessoas interessantes na universidade. Novas pessoas, novas experiências, alerta constante para o caiçara torto perdido no interior que de cabeça quente consegue ser um cara completamente dramático. Às vezes o rage nos consome, mas não podemos consumir o rage. Tem que deixar rolar como a brisa do verão, tá ligado? Tem que deixar espairecer na esplanada da baixada. Ouvir um 2pac tranquilão, Only God Can Judge Me, beat n flow insanos. Esquecer desse monte de besteira, preocupações sem sentido. 2pac e suas letras me fizeram lembrar como existem pessoas com preocupações bem piores por aí, e eu sem vigiar meus pensamentos, ações e sentimentos, esquecendo de agradecer ao Grande Arquiteto pelo que sempre tive. Mais vigilância! All Eyez on Me! (So much trouble in the world, nigga
can't nobody feel your pain!?)
(O rap do mito Shakur é o verdadeiro, bro, não dá pra parar de ouvi-lo. Fica a sugesta1.)
PS: EU SEI QUE TEM MUITA CONTRADIÇÃO ENTRE MEUS POSTS, É POR ISSO QUE EU FALO QUE EU SOU FUCKING LOUCO. METAMORFOSE AMBULANTE, LIFECHANGER, THE CARRY ON DUDE. ONLY GOD CAN JUDGE ME. WEST SIDE.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Como é se sentir como já fez alguém sentir-se antes
Confesso que ainda lia o blog dela, e agora há pouco caí no riso por uma ironia doce.
Dizia a ganhadora da taça do tetracampeonato de foras que eu ganhei este ano, que é triste e solitária. E o que eu mais queria é que ela não se sentisse assim! Mas, como não sei lidar com isso, a afastei daquele jeito que só eu sei fazer. Um amigo meu disse-me esses dias que leu meu blog e concluiu que sou louco, pois mudo de opinião da noite pro dia. Mas o que é a vida se não mudarmos nossas opiniões?
Ainda tenho certa relutância quanto a o que quer que seja referente à mudança ideológica. Acho que a época da eleição me contagiou tanto, que deixei uma chance de ouro dessas passar por mim e escorregar entre meus dedos (por pura paixão juvenil de quem encontra sua ideologia e não sabe lidar com o mundo que não a segue). É engraçado saber que li tudo o que ela escreve, e que ela não leu sequer um parágrafo do que jamais escrevi nesta casa dos fracassados, e nem lerá. Estou tranquilo quanto a isto. Já passou, foi mais uma paixão equivocada ou até mesmo mais algum erro que cometi na minha vida, e aprendi com ele. Lamentos e sonhos impossíveis já deixaram minha cabeça logo no segundo dia de situação. A questão é a doce ironia...
Prometi pra mim mesmo não escrever sobre isso, mas como eu uso esta casa como se fosse um brother confiável que não fala nada pra ninguém, escreverei.
Se vocês estiverem se perguntando a lógica de escrever algo que julgo confidencial em um lugar de acesso público de domínio mundial, talvez seja pela minha crença de que ninguém se importa, e talvez porque realmente, ninguém se importa, a não ser pra me zoar por ter meus pensamentos por escrito.
Sobre a ironia? Ah sim.
Minha paranóica cabeça via correlações entre músicas que eu claramente postava endereçadas a ela implicitamente, com as músicas que ela postava por postar. Não creio que eu tenha permeado a cabeça dela por tanto tempo, apesar de que a do moreno do cabelo enroladinho se encaixa em mim (mas nem foi para mim). Vai vendo.
Eu me apaixonei e ela só me viu como um cara x, dentre tantos outros bem melhores que ela já conheceu e ficou.
Sempre ouvi que se sentia sozinha, que queria ir embora. Depois que me apaixonei foi meio que um desafio pessoal conquistá-la e fazê-la se sentir melhor. Parece que foi preciso para este que vos fala, bater a cara no muro para perceber que não sou Super-Homem de ninguém. E que mesmo se eu quisesse ser, precisaria melhorar, e muito, o meu interior. Mais um aprendizado bem massa.
Final de ano chegando, eu estou feliz como nunca, mas não consigo parar de me preocupar com a solidão que ela diz que sente e que eu não fui capaz de matar. Parece realmente que o que mais me frustra é ser incapaz de suprir algum porto seguro a quem eu quero bem quando estão se sentindo sós, e não por dor de corno. Talvez haja alguma influência que venha da minha família quanto a tal insegurança.
E sim, eu me acho um fracassado nessas horas, e é por isso que eu entro em tanta bad de baixa auto-estima. Depois, quando caio na real e raciocino direito, percebo que é tudo muito simples e que meus sentimentos sempre se sobrepõem a tudo.
Meu novo ano não tem metas, pois continuam as mesmas. Achar alguém, ter um emprego, estudar, me livrar dos meus pais e pagar minhas contas. É claro, junto a alguém que me deixe suprir sua solidão.
Dizia a ganhadora da taça do tetracampeonato de foras que eu ganhei este ano, que é triste e solitária. E o que eu mais queria é que ela não se sentisse assim! Mas, como não sei lidar com isso, a afastei daquele jeito que só eu sei fazer. Um amigo meu disse-me esses dias que leu meu blog e concluiu que sou louco, pois mudo de opinião da noite pro dia. Mas o que é a vida se não mudarmos nossas opiniões?
Ainda tenho certa relutância quanto a o que quer que seja referente à mudança ideológica. Acho que a época da eleição me contagiou tanto, que deixei uma chance de ouro dessas passar por mim e escorregar entre meus dedos (por pura paixão juvenil de quem encontra sua ideologia e não sabe lidar com o mundo que não a segue). É engraçado saber que li tudo o que ela escreve, e que ela não leu sequer um parágrafo do que jamais escrevi nesta casa dos fracassados, e nem lerá. Estou tranquilo quanto a isto. Já passou, foi mais uma paixão equivocada ou até mesmo mais algum erro que cometi na minha vida, e aprendi com ele. Lamentos e sonhos impossíveis já deixaram minha cabeça logo no segundo dia de situação. A questão é a doce ironia...
Prometi pra mim mesmo não escrever sobre isso, mas como eu uso esta casa como se fosse um brother confiável que não fala nada pra ninguém, escreverei.
Se vocês estiverem se perguntando a lógica de escrever algo que julgo confidencial em um lugar de acesso público de domínio mundial, talvez seja pela minha crença de que ninguém se importa, e talvez porque realmente, ninguém se importa, a não ser pra me zoar por ter meus pensamentos por escrito.
Sobre a ironia? Ah sim.
Minha paranóica cabeça via correlações entre músicas que eu claramente postava endereçadas a ela implicitamente, com as músicas que ela postava por postar. Não creio que eu tenha permeado a cabeça dela por tanto tempo, apesar de que a do moreno do cabelo enroladinho se encaixa em mim (mas nem foi para mim). Vai vendo.
Eu me apaixonei e ela só me viu como um cara x, dentre tantos outros bem melhores que ela já conheceu e ficou.
Sempre ouvi que se sentia sozinha, que queria ir embora. Depois que me apaixonei foi meio que um desafio pessoal conquistá-la e fazê-la se sentir melhor. Parece que foi preciso para este que vos fala, bater a cara no muro para perceber que não sou Super-Homem de ninguém. E que mesmo se eu quisesse ser, precisaria melhorar, e muito, o meu interior. Mais um aprendizado bem massa.
Final de ano chegando, eu estou feliz como nunca, mas não consigo parar de me preocupar com a solidão que ela diz que sente e que eu não fui capaz de matar. Parece realmente que o que mais me frustra é ser incapaz de suprir algum porto seguro a quem eu quero bem quando estão se sentindo sós, e não por dor de corno. Talvez haja alguma influência que venha da minha família quanto a tal insegurança.
E sim, eu me acho um fracassado nessas horas, e é por isso que eu entro em tanta bad de baixa auto-estima. Depois, quando caio na real e raciocino direito, percebo que é tudo muito simples e que meus sentimentos sempre se sobrepõem a tudo.
Meu novo ano não tem metas, pois continuam as mesmas. Achar alguém, ter um emprego, estudar, me livrar dos meus pais e pagar minhas contas. É claro, junto a alguém que me deixe suprir sua solidão.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Talvez o punk não esteja morto ainda, assim como os gritos pela liberdade
Bad Religion - The Empire Strikes First (2004)
Grito pela liberdade, movimento que uns acham vendido hoje em dia, mas que ainda me traz um conceito melhor de liberdade do que aqueles que pregam o controle estatal e o coletivismo.
Talvez eu mesmo tenha me negado a aceitar algum anarquismo por um tempo. Encontrar-me ideologicamente foi um dos marcos para isso. Libertarianismo, e até mesmo o utópico anarco-capitalismo são visões de real progresso na minha concepção. Talvez um dia venha um sistema melhor que o capitalismo em sua justa forma, mas um modelo onde se perpetuam trocas voluntárias pacíficas e realmente livres não pode ser considerado opressor. É a melhor forma de liberdade hoje em dia. Vejo amigos meus rumando por outros caminhos ideológicos e não os condeno. Cresci nessa doutrinação, talvez de maneira menos presente e mais criticamente, mas convivi no mesmo meio e vejo o anseio deles em ter uma sociedade livre, assim como eu. Não me importo de quererem o bem para todos, discordo apenas dos meios, mas não os condeno por pensarem diferente. Gostaria que o mesmo fosse visto de forma recíproca.
The Empire Strikes First, crítica excelente ao anseio americano de se meter em todo o lugar para cobrir as falhas enormes que sua economia keynesianista formou. Com os cofres ameaçados pela crise do petróleo e a dívida interna aumentando, Bush enviou jovens para morrerem do outro lado do globo com desculpas políticas. Alguns realmente acreditam que isso é o capitalismo como forma de governo tendo que assassinar para se manter (da mesma forma que supostamente ele é o responsável por mortes de fome na África, que são os países mais fechados economicamente do mundo e controlados por ditaduras que não são socialistas porque deturparam Marx e hoje recebem o nome de seu ditador), e nisso eu não consigo ver algum sentido.
Apesar de toda essa defesa ideológica natural em épocas de eleições, não deixam de serem meus amigos, mesmo com os feeds bloqueados. Alguns ainda acham que por eu não acatar uma ideologia tão 'libertadora' e 'justa' que defende os pobres acima de tudo, e por não acreditar em sociedade igualitária estatal, sou um reaça coxinha fascista e racista que é à favor dos ricos e das mortes de fome pelo mundo. Não é bem por aí.
Mesmo assim, eles estão ao redor e julgando meu caráter. Eu não os julgo responsáveis pelos gulags e nem pelos fuzilamentos. Muito menos por apoiar um estado gigantesco e assistencialista que cria dependentes de si próprio. Não os julgo de má fé, e nem que queiram matar todos de fome. Enfim, não julgo seu caráter. Isso parece difícil quando se estabelece a antiga luta do suposto opressor malvadão contra o oprimido coitadinho. Há um consenso aqui: um mundo melhor.
sábado, 16 de agosto de 2014
Por favor...
Reverta sua mágica, ou pelo menos faça uma pra amadurecer esse pobre infeliz!
A amarração do amor em 3 dias que ela fez deu tão certo que veio com efeitos colaterais, como o fato dela não sair do meu pensamento, me deixar confuso sobre minhas metas ou coisa parecida.
Sim, confesso que uma bruxinha me jogou um feitiço poderoso. Me apaixonei por um lindo sorriso tímido, um gosto musical excelente, o visual alternativo, o beijo, o papo, aquela voz levemente rouca que me faz querer que estivesse falando baixinho aqui no meu ouvido. Sim, me apaixonei e tenho que admitir.
O que será daqui pra frente? Nos veremos de novo? Vou ter a oportunidade de ter aquele beijo de despedida quando te levar pra casa numa noite fria? Posso eu, talvez, ser ao menos uma vez seu porto seguro?
Eu sei que você passou e ainda passa por muitas coisas familiares realmente difíceis de se lidar. Sei que se sente sozinha onde mora agora. Sei que é esperançosa e forte por não desistir e ver o mundo com o mais simples olhar possível. Sei que depositou algumas mínimas esperanças em mim, que me achou bonito, e que gostou de ter me conhecido.
Entro no seu blog todos os dias pra ver se você me dá uma mínima dica de como te conquistar. Eu fico imaginando se você lê o que eu escrevo. Se você vai passar rapidamente pela minha vida e vai embora, deixando um vazio no meu peito.
Eu fico me perguntando se te aconteceu o mesmo, ou se ainda consigo fazer despertar algo em ti.
Te disse que te queria do meu lado, você não me respondeu...
...pedi desculpas. E você ainda não me respondeu. Acho que fui impulsivo demais, me perdoe de verdade se te deixei em choque. Não consegui controlar, precisava te dizer que o que mais me importa ao voltar pra la é te ver de novo, e quem sabe, te conhecer melhor, te conquistar cada vez mais.
E tudo foi tão rápido. Só é o que vem acontecendo há muito tempo, não posso negar. A idéia de nos vermos de novo para você me parece estranha. Tenho medo de realmente estar apressando muito as coisas de novo.
E garota: eu me importo.
Confesso-te que quando nos vimos eu virei um bobão. Não lembrava de nada que tínhamos conversado, pois não conseguia parar de te olhar e de querer te abraçar. Eu fui tão idiota que ia esquecer de te levar embora...mil perdões! Se é que realmente você um dia vai ler isto.
Se não ler, torço para que você ainda queira. Se ler, fale comigo, me dê uma resposta. E me perdoe ser romântico e meloso nesse mar de letras, não consigo evitar.
Caso não for de seu conhecimento... Já prometi a mim mesmo que vou fazer o que puder para te conquistar, então falarei tudo isso pessoalmente a você antes de levar o fora.
Sua mágica é muito boa...
Me fez querer ser bruxo para te encantar também.
A amarração do amor em 3 dias que ela fez deu tão certo que veio com efeitos colaterais, como o fato dela não sair do meu pensamento, me deixar confuso sobre minhas metas ou coisa parecida.
Sim, confesso que uma bruxinha me jogou um feitiço poderoso. Me apaixonei por um lindo sorriso tímido, um gosto musical excelente, o visual alternativo, o beijo, o papo, aquela voz levemente rouca que me faz querer que estivesse falando baixinho aqui no meu ouvido. Sim, me apaixonei e tenho que admitir.
O que será daqui pra frente? Nos veremos de novo? Vou ter a oportunidade de ter aquele beijo de despedida quando te levar pra casa numa noite fria? Posso eu, talvez, ser ao menos uma vez seu porto seguro?
Eu sei que você passou e ainda passa por muitas coisas familiares realmente difíceis de se lidar. Sei que se sente sozinha onde mora agora. Sei que é esperançosa e forte por não desistir e ver o mundo com o mais simples olhar possível. Sei que depositou algumas mínimas esperanças em mim, que me achou bonito, e que gostou de ter me conhecido.
Entro no seu blog todos os dias pra ver se você me dá uma mínima dica de como te conquistar. Eu fico imaginando se você lê o que eu escrevo. Se você vai passar rapidamente pela minha vida e vai embora, deixando um vazio no meu peito.
Eu fico me perguntando se te aconteceu o mesmo, ou se ainda consigo fazer despertar algo em ti.
Te disse que te queria do meu lado, você não me respondeu...
...pedi desculpas. E você ainda não me respondeu. Acho que fui impulsivo demais, me perdoe de verdade se te deixei em choque. Não consegui controlar, precisava te dizer que o que mais me importa ao voltar pra la é te ver de novo, e quem sabe, te conhecer melhor, te conquistar cada vez mais.
E tudo foi tão rápido. Só é o que vem acontecendo há muito tempo, não posso negar. A idéia de nos vermos de novo para você me parece estranha. Tenho medo de realmente estar apressando muito as coisas de novo.
E garota: eu me importo.
Confesso-te que quando nos vimos eu virei um bobão. Não lembrava de nada que tínhamos conversado, pois não conseguia parar de te olhar e de querer te abraçar. Eu fui tão idiota que ia esquecer de te levar embora...mil perdões! Se é que realmente você um dia vai ler isto.
Se não ler, torço para que você ainda queira. Se ler, fale comigo, me dê uma resposta. E me perdoe ser romântico e meloso nesse mar de letras, não consigo evitar.
Caso não for de seu conhecimento... Já prometi a mim mesmo que vou fazer o que puder para te conquistar, então falarei tudo isso pessoalmente a você antes de levar o fora.
Sua mágica é muito boa...
Me fez querer ser bruxo para te encantar também.
domingo, 3 de agosto de 2014
O caminho do meio
Quais seriam as boas palavras a serem escritas? As verdadeiras ou as exageradas? As impulsivas ou as mensuradas? As calorosas ou as encaixadas?
Nunca me competiu julgar o que escrevo. O que é escrito se mantém em seu lugar, com sua forma intocável. Se um dia houveram motivos para tais palavras estarem ali, por mais equivocadas que estejam em relação ao pensamento atual do autor, estes mesmos motivos não devem ser esquecidos jamais.
A grandeza do homem é posta à prova quando o mesmo se depara com seu passado. Sua caminhada intelectual e moral se dão pela revisão de reflexões e conceitos antigos, que devem ser usados como referência para o aprimoramento pessoal.
Não é de se estranhar que os dias de hoje não se encaixam com antigas conclusões.
O hoje vira ontem, e o amanhã se torna o hoje. A ciência da ação transformadora do tempo faz do ser humano uma constante recriação em torno de si próprio. A ansiedade manifesta-se de forma mais sutil, a carência tende à se esvaecer e se tornar rotineira, o desejo de companhia se alimenta e é suprido pela esperança que o passar dos dias trazem.
No processamento das informações, nosso pensamento prefere trabalhar à curto prazo. Prefere soluções imediatas, cobra do indivíduo sua capacidade de adiantar momentos que só poderão ser concretizados em um intervalo de tempo indeterminado. Não satisfeito, calcula o futuro constantemente usando o passado como variável, e nesse processo, inibe as vontades de mudar o presente e reescrever o porvir.
É necessário que entendam que não é errado se preocupar com seu futuro e passado. Não é inútil a retrospectiva, tampouco a hipótese. Não seríamos animais racionais se ignorássemos nossos anseios e remorsos, mesmo que o que se apresenta seja ideal. Precisamos da incerteza e da subjetividade para não morrermos de tédio. Precisamos de respostas para não ficarmos nas trevas da ignorância.
Com o entendimento e aceitação do curso do tempo me vi mais tranquilo. Apesar de sofrer ataques repentinos de ansiedade e carência, meu eu maior se impôs e colocou panos quentes nessa suposta necessidade de ter alguém para amar. Por mais que um nome sempre me tire o sono, esta voz interna sempre acalma minha mente apaixonada dizendo o que eu preciso ouvir. Tomo essa outra parte de mim como sendo a racional, que nunca se sobressaía sobre a sentimental e sempre perdia nos embates reflexivos. A aceitação da racionalidade perante o sentimentalismo me fez entender a essência do equilíbrio. Quando se mergem em harmonia, a paz interior surge e se estende conforme a tal sinergia se perpetue.
Consigo ver, finalmente, que minha jornada amorosa foi sofrida por muito tempo pelo desconhecimento desse limiar. Hoje, confesso, não consigo mais praticar o desapego. Me apaixono tão rápido quanto posso, não voluntariamente e sem nenhuma explicação. Consigo ver a beleza essencial em algumas pessoas, por menos tempo que as conheça, e sempre espero a reciprocidade. Às vezes penso que me afobo demais e tento não ser tão imediatista e egoísta. Esqueço sempre que lido com pessoas constantemente, e em minha cabeça cobro delas algo que nem eu mesmo faria na mesma situação. Prezo pela liberdade e o gatilho do meu instinto impulsivo é me apaixonar. A busca pelo equilíbrio é o freio do egoísmo, impulsividade, imediatismo, ciúmes, possessividade.
Apaixonar-se não é prender, mas libertar.
Pensar nela todo dia não é prender-me em hipóteses e remorsos ou conjecturas. Me faz refletir que conheci mais uma pessoa maravilhosa, e que independentemente do que o futuro nos resguardar, essa experiência terá sido boa para sempre.
No fim de tudo, se nada me restar dessa lembrança, posso dizer com sinceridade: seus pensamentos sempre foram uma boa leitura.
Nunca me competiu julgar o que escrevo. O que é escrito se mantém em seu lugar, com sua forma intocável. Se um dia houveram motivos para tais palavras estarem ali, por mais equivocadas que estejam em relação ao pensamento atual do autor, estes mesmos motivos não devem ser esquecidos jamais.
A grandeza do homem é posta à prova quando o mesmo se depara com seu passado. Sua caminhada intelectual e moral se dão pela revisão de reflexões e conceitos antigos, que devem ser usados como referência para o aprimoramento pessoal.
Não é de se estranhar que os dias de hoje não se encaixam com antigas conclusões.
O hoje vira ontem, e o amanhã se torna o hoje. A ciência da ação transformadora do tempo faz do ser humano uma constante recriação em torno de si próprio. A ansiedade manifesta-se de forma mais sutil, a carência tende à se esvaecer e se tornar rotineira, o desejo de companhia se alimenta e é suprido pela esperança que o passar dos dias trazem.
No processamento das informações, nosso pensamento prefere trabalhar à curto prazo. Prefere soluções imediatas, cobra do indivíduo sua capacidade de adiantar momentos que só poderão ser concretizados em um intervalo de tempo indeterminado. Não satisfeito, calcula o futuro constantemente usando o passado como variável, e nesse processo, inibe as vontades de mudar o presente e reescrever o porvir.
É necessário que entendam que não é errado se preocupar com seu futuro e passado. Não é inútil a retrospectiva, tampouco a hipótese. Não seríamos animais racionais se ignorássemos nossos anseios e remorsos, mesmo que o que se apresenta seja ideal. Precisamos da incerteza e da subjetividade para não morrermos de tédio. Precisamos de respostas para não ficarmos nas trevas da ignorância.
Com o entendimento e aceitação do curso do tempo me vi mais tranquilo. Apesar de sofrer ataques repentinos de ansiedade e carência, meu eu maior se impôs e colocou panos quentes nessa suposta necessidade de ter alguém para amar. Por mais que um nome sempre me tire o sono, esta voz interna sempre acalma minha mente apaixonada dizendo o que eu preciso ouvir. Tomo essa outra parte de mim como sendo a racional, que nunca se sobressaía sobre a sentimental e sempre perdia nos embates reflexivos. A aceitação da racionalidade perante o sentimentalismo me fez entender a essência do equilíbrio. Quando se mergem em harmonia, a paz interior surge e se estende conforme a tal sinergia se perpetue.
Consigo ver, finalmente, que minha jornada amorosa foi sofrida por muito tempo pelo desconhecimento desse limiar. Hoje, confesso, não consigo mais praticar o desapego. Me apaixono tão rápido quanto posso, não voluntariamente e sem nenhuma explicação. Consigo ver a beleza essencial em algumas pessoas, por menos tempo que as conheça, e sempre espero a reciprocidade. Às vezes penso que me afobo demais e tento não ser tão imediatista e egoísta. Esqueço sempre que lido com pessoas constantemente, e em minha cabeça cobro delas algo que nem eu mesmo faria na mesma situação. Prezo pela liberdade e o gatilho do meu instinto impulsivo é me apaixonar. A busca pelo equilíbrio é o freio do egoísmo, impulsividade, imediatismo, ciúmes, possessividade.
Apaixonar-se não é prender, mas libertar.
Pensar nela todo dia não é prender-me em hipóteses e remorsos ou conjecturas. Me faz refletir que conheci mais uma pessoa maravilhosa, e que independentemente do que o futuro nos resguardar, essa experiência terá sido boa para sempre.
No fim de tudo, se nada me restar dessa lembrança, posso dizer com sinceridade: seus pensamentos sempre foram uma boa leitura.
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