terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

I'll see you soon



So you lost your trust
And you never should have
You never should have

But don't break your back
If you ever see this
But don't answer that

In a bullet-proof vest
With the windows all closed
I'll be doing my best
I'll see you soon
In a telescope lens
And when all you want is friends
I'll see you soon

So they came for you
They came snapping at your heels
They come snapping at your heels

But don't break your back
If you ever say this
But don't answer that

In a bullet-proof vest
With the windows all closed
I'll be doing my best
I'll see you soon
In a telescope lens
And when all you want is friends
I'll see you soon
I'll see you soon

I know you lost your trust
I know you lost your trust
I know don't lose your trust
I know you lost your trust

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Only God Can Judge Me

Não tenho vontade de jogar mais nenhum dos 144 jogos que eu tenho na Steam. Me sinto compelido à escrever, mesmo sem saber o que. Quero evitar, e tento, ao máximo, expor minha vida emocional, mas é como um hábito que eu tenho há uns anos, e não consigo largar. Não sei sobre o que falar, ou o que falar. Talvez uma correção de mim pra eu mesmo e uma auto-análise (que eu espero que seja mas se não for não tem problema) breve. Eu perco a cabeça muitas vezes, por coisas tão inúteis quanto possa imaginar. Apesar de querer deixar a amargura me consumir, vejo que é um péssimo caminho, aquele que um bebê chorão recorre quando se vê acuado. Não me descem as coisas, eu abro o berreiro silencioso que se transforma em outro mar de letras. E o ciclo continua, até eu descobrir qual é a dessa psicose. Sempre fui meio paranóico, nunca tentei lutar contra. Talvez seja a hora. Vi que faço carnaval por coisas que coloco na minha cabeça e acredito. Está na hora de parar.

Me condiciono ao estado de carência, talvez por saudade dos meus amigos. Porra, como era bom ir jogar um futebol no campinho do Guaruçá às 2 da tarde com o sol rachando. A molecada sempre reunida, fazendo merda que moleques fazem, e rindo. Aqui me sinto mais adulto, minha molecagem não tem espaço. Ser meio largadão tem lá suas desvantagens, as pessoas se impressionam se me virem bem-vestido. Não tenho culpa de gostar de camisa larga, bermudão de praia e chinelo. É assim que eu cresci. Saudades da comida e carinho da minha mãe, das brejas e papos com o meu pai, das vezes que eu chegava tarde de ressaca em casa e eles cuidavam de mim.

Tenho uma nova família agora, a família Rep Our. Não são minha mãe e nem meu pai, mas acho que são os melhores amigos que alguém pode ter aqui nesta cidade. Me receberam, me educaram para a vida universitária, e se tornaram verdadeiros parceiros. Não me imagino morando em outro lugar, a não ser com eles. Além de fazer parte disso, conheci muitas outras pessoas interessantes na universidade. Novas pessoas, novas experiências, alerta constante para o caiçara torto perdido no interior que de cabeça quente consegue ser um cara completamente dramático. Às vezes o rage nos consome, mas não podemos consumir o rage. Tem que deixar rolar como a brisa do verão, tá ligado? Tem que deixar espairecer na esplanada da baixada. Ouvir um 2pac tranquilão, Only God Can Judge Me, beat n flow insanos. Esquecer desse monte de besteira, preocupações sem sentido. 2pac e suas letras me fizeram lembrar como existem pessoas com preocupações bem piores por aí, e eu sem vigiar meus pensamentos, ações e sentimentos, esquecendo de agradecer ao Grande Arquiteto pelo que sempre tive. Mais vigilância! All Eyez on Me! (So much trouble in the world, nigga
can't nobody feel your pain!?)

(O rap do mito Shakur é o verdadeiro, bro, não dá pra parar de ouvi-lo. Fica a sugesta1.)



PS: EU SEI QUE TEM MUITA CONTRADIÇÃO ENTRE MEUS POSTS, É POR ISSO QUE EU FALO QUE EU SOU FUCKING LOUCO. METAMORFOSE AMBULANTE, LIFECHANGER, THE CARRY ON DUDE. ONLY GOD CAN JUDGE ME. WEST SIDE.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Como é se sentir como já fez alguém sentir-se antes

Confesso que ainda lia o blog dela, e agora há pouco caí no riso por uma ironia doce.

Dizia a ganhadora da taça do tetracampeonato de foras que eu ganhei este ano, que é triste e solitária. E o que eu mais queria é que ela não se sentisse assim! Mas, como não sei lidar com isso, a afastei daquele jeito que só eu sei fazer. Um amigo meu disse-me esses dias que leu meu blog e concluiu que sou louco, pois mudo de opinião da noite pro dia. Mas o que é a vida se não mudarmos nossas opiniões?

Ainda tenho certa relutância quanto a o que quer que seja referente à mudança ideológica. Acho que a época da eleição me contagiou tanto, que deixei uma chance de ouro dessas passar por mim e escorregar entre meus dedos (por pura paixão juvenil de quem encontra sua ideologia e não sabe lidar com o mundo que não a segue). É engraçado saber que li tudo o que ela escreve, e que ela não leu sequer um parágrafo do que jamais escrevi nesta casa dos fracassados, e nem lerá. Estou tranquilo quanto a isto. Já passou, foi mais uma paixão equivocada ou até mesmo mais algum erro que cometi na minha vida, e aprendi com ele. Lamentos e sonhos impossíveis já deixaram minha cabeça logo no segundo dia de situação. A questão é a doce ironia...

Prometi pra mim mesmo não escrever sobre isso, mas como eu uso esta casa como se fosse um brother confiável que não fala nada pra ninguém, escreverei.

Se vocês estiverem se perguntando a lógica de escrever algo que julgo confidencial em um lugar de acesso público de domínio mundial, talvez seja pela minha crença de que ninguém se importa, e talvez porque realmente, ninguém se importa, a não ser pra me zoar por ter meus pensamentos por escrito.

Sobre a ironia? Ah sim.

Minha paranóica cabeça via correlações entre músicas que eu claramente postava endereçadas a ela implicitamente, com as músicas que ela postava por postar. Não creio que eu tenha permeado a cabeça dela por tanto tempo, apesar de que a do moreno do cabelo enroladinho se encaixa em mim (mas nem foi para mim). Vai vendo.

Eu me apaixonei e ela só me viu como um cara x, dentre tantos outros bem melhores que ela já conheceu e ficou.

Sempre ouvi que se sentia sozinha, que queria ir embora. Depois que me apaixonei foi meio que um desafio pessoal conquistá-la e fazê-la se sentir melhor. Parece que foi preciso para este que vos fala, bater a cara no muro para perceber que não sou Super-Homem de ninguém. E que mesmo se eu quisesse ser, precisaria melhorar, e muito, o meu interior. Mais um aprendizado bem massa.

Final de ano chegando, eu estou feliz como nunca, mas não consigo parar de me preocupar com a solidão que ela diz que sente e que eu não fui capaz de matar. Parece realmente que o que mais me frustra é ser incapaz de suprir algum porto seguro a quem eu quero bem quando estão se sentindo sós, e não por dor de corno. Talvez haja alguma influência que venha da minha família quanto a tal insegurança.

E sim, eu me acho um fracassado nessas horas, e é por isso que eu entro em tanta bad de baixa auto-estima. Depois, quando caio na real e raciocino direito, percebo que é tudo muito simples e que meus sentimentos sempre se sobrepõem a tudo.

Meu novo ano não tem metas, pois continuam as mesmas. Achar alguém, ter um emprego, estudar, me livrar dos meus pais e pagar minhas contas. É claro, junto a alguém que me deixe suprir sua solidão.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

E cadê os posts que você se abre emocionalmente?

Nem rola mais

Talvez o punk não esteja morto ainda, assim como os gritos pela liberdade


Bad Religion - The Empire Strikes First (2004)

Grito pela liberdade, movimento que uns acham vendido hoje em dia, mas que ainda me traz um conceito melhor de liberdade do que aqueles que pregam o controle estatal e o coletivismo.



Talvez eu mesmo tenha me negado a aceitar algum anarquismo por um tempo. Encontrar-me ideologicamente foi um dos marcos para isso. Libertarianismo, e até mesmo o utópico anarco-capitalismo são visões de real progresso na minha concepção. Talvez um dia venha um sistema melhor que o capitalismo em sua justa forma, mas um modelo onde se perpetuam trocas voluntárias pacíficas e realmente livres não pode ser considerado opressor. É a melhor forma de liberdade hoje em dia. Vejo amigos meus rumando por outros caminhos ideológicos e não os condeno. Cresci nessa doutrinação, talvez de maneira menos presente e mais criticamente, mas convivi no mesmo meio e vejo o anseio deles em ter uma sociedade livre, assim como eu. Não me importo de quererem o bem para todos, discordo apenas dos meios, mas não os condeno por pensarem diferente. Gostaria que o mesmo fosse visto de forma recíproca. 

The Empire Strikes First, crítica excelente ao anseio americano de se meter em todo o lugar para cobrir as falhas enormes que sua economia keynesianista formou. Com os cofres ameaçados pela crise do petróleo e a dívida interna aumentando, Bush enviou jovens para morrerem do outro lado do globo com desculpas políticas. Alguns realmente acreditam que isso é o capitalismo como forma de governo tendo que assassinar para se manter (da mesma forma que supostamente ele é o responsável por mortes de fome na África, que são os países mais fechados economicamente do mundo e controlados por ditaduras que não são socialistas porque deturparam Marx e hoje recebem o nome de seu ditador), e nisso eu não consigo ver algum sentido.

Apesar de toda essa defesa ideológica natural em épocas de eleições, não deixam de serem meus amigos, mesmo com os feeds bloqueados. Alguns ainda acham que por eu não acatar uma ideologia tão 'libertadora' e 'justa' que defende os pobres acima de tudo, e por não acreditar em sociedade igualitária estatal, sou um reaça coxinha fascista e racista que é à favor dos ricos e das mortes de fome pelo mundo. Não é bem por aí.

Mesmo assim, eles estão ao redor e julgando meu caráter. Eu não os julgo responsáveis pelos gulags e nem pelos fuzilamentos. Muito menos por apoiar um estado gigantesco e assistencialista que cria dependentes de si próprio. Não os julgo de má fé, e nem que queiram matar todos de fome. Enfim, não julgo seu caráter. Isso parece difícil quando se estabelece a antiga luta do suposto opressor malvadão contra o oprimido coitadinho. Há um consenso aqui: um mundo melhor. 





sábado, 16 de agosto de 2014

Por favor...

Reverta sua mágica, ou pelo menos faça uma pra amadurecer esse pobre infeliz!

A amarração do amor em 3 dias que ela fez deu tão certo que veio com efeitos colaterais, como o fato dela não sair do meu pensamento, me deixar confuso sobre minhas metas ou coisa parecida.

Sim, confesso que uma bruxinha me jogou um feitiço poderoso. Me apaixonei por um lindo sorriso tímido, um gosto musical excelente, o visual alternativo, o beijo, o papo, aquela voz levemente rouca que me faz querer que estivesse falando baixinho aqui no meu ouvido. Sim, me apaixonei e tenho que admitir.

O que será daqui pra frente? Nos veremos de novo? Vou ter a oportunidade de ter aquele beijo de despedida quando te levar pra casa numa noite fria? Posso eu, talvez, ser ao menos uma vez seu porto seguro?

Eu sei que você passou e ainda passa por muitas coisas familiares realmente difíceis de se lidar. Sei que se sente sozinha onde mora agora. Sei que é esperançosa e forte por não desistir e ver o mundo com o mais simples olhar possível. Sei que depositou algumas mínimas esperanças em mim, que me achou bonito, e que gostou de ter me conhecido.

Entro no seu blog todos os dias pra ver se você me dá uma mínima dica de como te conquistar.  Eu fico imaginando se você lê o que eu escrevo. Se você vai passar rapidamente pela minha vida e vai embora, deixando um vazio no meu peito.

Eu fico me perguntando se te aconteceu o mesmo, ou se ainda consigo fazer despertar algo em ti.

Te disse que te queria do meu lado, você não me respondeu...

...pedi desculpas. E você ainda não me respondeu. Acho que fui impulsivo demais, me perdoe de verdade se te deixei em choque. Não consegui controlar, precisava te dizer que o que mais me importa ao voltar pra la é te ver de novo, e quem sabe, te conhecer melhor, te conquistar cada vez mais.

E tudo foi tão rápido. Só é o que vem acontecendo há muito tempo, não posso negar. A idéia de nos vermos de novo para você me parece estranha. Tenho medo de realmente estar apressando muito as coisas de novo.

E garota: eu me importo.

Confesso-te que quando nos vimos eu virei um bobão. Não lembrava de nada que tínhamos conversado, pois não conseguia parar de te olhar e de querer te abraçar. Eu fui tão idiota que ia esquecer de te levar embora...mil perdões! Se é que realmente você um dia vai ler isto.

Se não ler, torço para que você ainda queira. Se ler, fale comigo, me dê uma resposta. E me perdoe ser romântico e meloso nesse mar de letras, não consigo evitar.


Caso não for de seu conhecimento... Já prometi a mim mesmo que vou fazer o que puder para te conquistar, então falarei tudo isso pessoalmente a você antes de levar o fora.

Sua mágica é muito boa...

Me fez querer ser bruxo para te encantar também.

domingo, 3 de agosto de 2014

O caminho do meio

Quais seriam as boas palavras a serem escritas? As verdadeiras ou as exageradas? As impulsivas ou as mensuradas? As calorosas ou as encaixadas?

Nunca me competiu julgar o que escrevo. O que é escrito se mantém em seu lugar, com sua forma intocável. Se um dia houveram motivos para tais palavras estarem ali, por mais equivocadas que estejam em relação ao pensamento atual do autor, estes mesmos motivos não devem ser esquecidos jamais.

A grandeza do homem é posta à prova quando o mesmo se depara com seu passado. Sua caminhada intelectual e moral se dão pela revisão de reflexões e conceitos antigos, que devem ser usados como referência para o aprimoramento pessoal.

Não é de se estranhar que os dias de hoje não se encaixam com antigas conclusões.
O hoje vira ontem, e o amanhã se torna o hoje. A ciência da ação transformadora do tempo faz do ser humano uma constante recriação em torno de si próprio. A ansiedade manifesta-se de forma mais sutil, a carência tende à se esvaecer e se tornar rotineira, o desejo de companhia se alimenta e é suprido pela esperança que o passar dos dias trazem.

No processamento das informações, nosso pensamento prefere trabalhar à curto prazo. Prefere soluções imediatas, cobra do indivíduo sua capacidade de adiantar momentos que só poderão ser concretizados em um intervalo de tempo indeterminado. Não satisfeito, calcula o futuro constantemente usando o passado como variável, e nesse processo, inibe as vontades de mudar o presente e reescrever o porvir.

É necessário que entendam que não é errado se preocupar com seu futuro e passado. Não é inútil a retrospectiva, tampouco a hipótese. Não seríamos animais racionais se ignorássemos nossos anseios e remorsos, mesmo que o que se apresenta seja ideal. Precisamos da incerteza e da subjetividade para não morrermos de tédio. Precisamos de respostas para não ficarmos nas trevas da ignorância.

Com o entendimento e aceitação do curso do tempo me vi mais tranquilo. Apesar de sofrer ataques repentinos de ansiedade e carência, meu eu maior se impôs e colocou panos quentes nessa suposta necessidade de ter alguém para amar. Por mais que um nome sempre me tire o sono, esta voz interna sempre acalma minha mente apaixonada dizendo o que eu preciso ouvir.  Tomo essa outra parte de mim como sendo a racional, que nunca se sobressaía sobre a sentimental e sempre perdia nos embates reflexivos. A aceitação da racionalidade perante o sentimentalismo me fez entender a essência do equilíbrio. Quando se mergem em harmonia, a paz interior surge e se estende conforme a tal sinergia se perpetue.

Consigo ver, finalmente, que minha jornada amorosa foi sofrida por muito tempo pelo desconhecimento desse limiar. Hoje, confesso, não consigo mais praticar o desapego. Me apaixono tão rápido quanto posso, não voluntariamente e sem nenhuma explicação. Consigo ver a beleza essencial em algumas pessoas, por menos tempo que as conheça, e sempre espero a reciprocidade. Às vezes penso que me afobo demais e tento não ser tão imediatista e egoísta. Esqueço sempre que lido com pessoas constantemente, e em minha cabeça cobro delas algo que nem eu mesmo faria na mesma situação. Prezo pela liberdade e o gatilho do meu instinto impulsivo é me apaixonar. A busca pelo equilíbrio é o freio do egoísmo, impulsividade, imediatismo, ciúmes, possessividade.

Apaixonar-se não é prender, mas libertar.

Pensar nela todo dia não é prender-me em hipóteses e remorsos ou conjecturas. Me faz refletir que conheci mais uma pessoa maravilhosa, e que independentemente do que o futuro nos resguardar, essa experiência terá sido boa para sempre.

No fim de tudo, se nada me restar dessa lembrança, posso dizer com sinceridade: seus pensamentos sempre foram uma boa leitura.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Meu caro amigo...

...a madrugada tem sido cruel e fria ultimamente, sabe. 
Pouca coisa a se fazer, muita coisa a se pensar, e o ócio toma conta da minha mente de uma forma um pouco desagradável. Está sendo difícil desocupar a minha cabeça de algumas coisas, e a cada dia que passa eu continuo superlotando minha lista encanatória mental. Por que? Eu nunca fui assim e não tô afim de falhar no teste do desapego mais uma vez. Até agora estou indo muito bem, preciso de resultados satisfatórios pro Lupa do futuro. Ou seria o Traíra do futuro? Os dois são a mesma pessoa, mas com apelidos diferentes. Não posso deixar o velho Lupa chorão e derrotado ressurgir nunca mais, e também não posso deixar que o lado bom e motivado de um fracassado escape para outro lugar que não seja o Traíra. Gosto de ter dois nomes. Para mim eles marcam uma nova fase e uma nova vida, com novos hábitos e em busca da iluminação pessoal e reforma íntima.

É verdade, conheci pessoas novas. E muitas delas me mudaram, de uma forma ou de outra. A maioria me ensinou a como sobreviver nessa selva chamada universidade pública, me apoiou e me deu trote. Algumas não me ensinaram nada, mas me deram trote.

Algumas não me deram trote e nem me ensinaram nada, mas mexeram comigo de uma maneira mais forte ainda. 

Acredite, eu não entendo a lógica também, se entendesse não estaria tendo motivação para escrever isto. Felizmente, a penúltima que mexeu comigo me fez acordar para a vida. Sobre a última, pouco a dizer: uma das primeiras lições da cartilha do desapego é justamente não se apegar. É engraçado, ela também tem um blog, e eu achei esses dias. Nele havia um texto recente que dizia o quanto estava feliz após um dia de acampamento, e que ao olhar o céu e ver estrelas cadentes aos montes fez um pedido. Se eu for a oferenda do pedido só me resta esperar, as respostas virão no curso natural do tempo. 

E como eu gostaria, é aquele tipo de menina que não se acha fácil por aí. E provavelmente, também seja difícil de conquistar.

E essa é a incrível mente de um estudante de férias preocupado com coisas desnecessárias. O tempo é rei, fi.


Um beijo na família, na Cecília e nas crianças,

O Francis aproveita pra também mandar lembranças,
A todo o pessoal,
Adeus

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Pros guerreiros que ainda não acordaram do sonho

Essa postagem não vai ser tão looser assim, porque finalmente parece que o looser caiu na real.

Acredito que as coisas não acontecem sozinhas, e o sucesso pessoal depende do esforço pessoal. Antes me situar da minha situação incômoda do que fingir que o problema é do mundo e você é isento de culpa por todas essas choradeiras que compuseram esse blog dia após dia, ano após ano, sempre com um bode expiatório.

Fazendo uma leitura a frio, percebo que sempre coloco alguém no pedestal e estipulo como sendo minha meta. Não é necessário ser nenhum gênio para saber que quem faz isso é daqueles idiotas que insistem no erro achando que o que acontece na vida real é um filme de comédia romântica.

Perdi senhores, admito. Mas por mais que eu seja um perdedor nato, não pretendo o ser por toda a minha vida, compreende? É hora de mudar, de ser alguém mais do que eu sempre fui. Não fui o suficiente, não sou o suficiente, mas serei muito em breve. 

Sempre tive esse lance ridículo de auto-estima baixa, principalmente quando minhas idealizações infantis eram meras idealizações (duh), e tudo ficava pior ainda quando eu começava a me olhar no espelho.

"Porra, sou magrelo, feio e espinhento." Meu papo é bom, mas se não cola rápido ele tende à ficar meloso e confuso. Eu já tive tanta chance de ser aquele cara, aquele que sempre chega na frente e consegue a mina mais cobiçada, deixando os otários escreverem sobre sentimentos idiotas num blog de choro (veja o nome dele, é auto-explicativo). A minha iniciativa de criá-lo era exatamente essa: chorar pra alguém que não sabe o que se passa, mas que entende o que eu sinto. À partir de agora, verão postagens diferentes das de antes. Não vou mais ficar chorando por ser trocado por um playboy bombadinho de olho claro. Não vou ficar chorando por não ser o suficiente. E muito menos vou culpar o mundo, não, a culpa sempre foi minha.

É difícil olhar pra dentro de si e ver que você tem um potencial, mas que ele é falho em alguma coisa. E sim, tô falando de pegar mulher, porque é a única coisa que eu sempre saí atrás e não entendia como. Tem gente que vai ler a última frase e vai pensar "nossa q maxista n eh ansim mule se conqista o mar ta xei de pexe n somos objeto pa fica pegano blablablablablabla". Porém, escrevo isso pois realmente é a única coisa que eu sempre me puni.

Tenho aquele histórico maneiro de enfiar na cabeça que eu gosto da mina e correr atrás que nem um idiota. Nas duas vezes, quando finalmente tive coragem de chegar nela e parar com indiretas confusas, eu tomei aquilo que todo homem teme: o não.

Mas o que tem com o não? Ninguém é obrigado a ficar com você seu babaca!

Não mesmo. O que deixa a história problemática é como o não é dito, e como a funciona a cabeça dum otário mundial apaixonado.

Deixa eu ilustrar: Fica comigo? Não.

Até aí tudo bem, mesmo que de uma forma resumida.

O problema mora aqui: Fica comigo? Ai não sei, talvez num futuro quem sabe, hoje não. (Aí vem aquela pergunta que NUNCA se faz:) Mas porque, não faço seu tipo ou é alguma outra coisa? (A mina, não sabendo o que dizer pra aliviar o fora diz:) Ah meio que os dois. Mas posso ter esperanças? Talvez, quem sabe um dia, só não quero que você se afaste depois disso.

Ah tá, deixa eu ver se eu entendi: Você dá mole, cria intimidade, me ilude por puro medo de falar a verdade, deixa minha cabeça cheia de merda, e não quer que eu me afaste?

Guerreiros, um dos problemas mora aí! O ego de algumas mulheres são assim, pra se sentirem desejadas elas fazem de tudo!

Confesso que passei da fase chororô abaixo, e nem tô mais tão vidrado naquela mina lá. Ela é só mais uma, não tem nada de mais. Foi só uma idealização idiota da minha parte, pra que eu provasse a mim mesmo que sou capaz de ficar com a mina que eu quero. Sério, todo texto que eu escrevi daqui pra baixo chorando por "amor" não correspondido foi pura carência misturada com baixa auto-estima.

Há boatos que ela até achou ruim quando atestei "É lógico, sou magrelo e feio". Dizem que se sentiu ofendida, e que não ligava pra isso. Que seus namorados todos foram assim. Aham. Se passa um mês, e quem finalmente ela pega? Ele mesmo, o playboy bombado sem espinha na cara de olho claro.

Que fique claro que não estou falando isto pejorativamente. Conheço o cara, e fico feliz pelos dois, sem nenhuma ironia. O malucão é firmeza pra caralho. E talvez o fato de ser playboy não mude em nada mesmo, mas o resto muda! Já tinha parado pra pensar, mas nunca me toquei: do mesmo jeito que eu dou mais moral pra uma gostosa, ela também dá moral pra quem lhe atrai, oras. Não é culpa de ninguém, não tenho raiva nenhuma e tal. O problema foi mais uma vez cair na friendzone por EU não ser bom o suficiente. A culpa não é da mina ué, ela quer o melhor pra ela! Todos os caras que nasceram simples e passam pela friendzone deveriam entender isso. Não chore por essa paixonite idealizada idiota caras, seja melhor! Um dia você vai rir por último.

E esse é o meu dia. Chega de fumar, chega de me alimentar mal. Chega de ser magrelo, (a feiura a gente aprende a lidar hahahaha), chega de ser sentimental, chega de ser iludido. Eu finalmente percebi que VOCÊ tem que mudar para que as coisas mudem. Não existe esse papo de ser quem você é, que pra todo pé descalço há um sapato velho. Você se contenta em ser um pé descalço e ficar com um sapato velho? Eu me contentava, até ficar mal mais uma vez por causa disso! Não vale a pena ficar estático se você não é feliz. 

Ah, legal amigão. Só falta você me dizer que vai entrar na filosofia do no pain no gain agora né?

Sim, vou ser totalmente superficial e cuidar da minha aparência. 

Quando fui pra UNESP conheci vários moralistas, e acho que agora eles me atacariam bastante. Diriam que eu fui incapaz de conquistá-la pois fiz mais coisas erradas do que ser magrelo e feio. Sim! É verdade. Entretanto, isso é mais fácil de mudar a cada tropeço. Um bom caçador falha e aprende com seus erros.
E eu, como um caçador mediano que quer se aprimorar, aprendi com este último.

Não foi nem de longe o pior, mas foi o que me acordou! Foi neste erro que percebi o quanto sou falho sem precisar ser! O que ameniza essa culpa, é que mesmo assim tem quem goste. O mar não está vazio, aliás, tem mais peixes do que eu esperava. De fato, outra coisa que melhorei foi meu senso de realidade: essa mina é só mais uma, não é tudo isso e nunca foi. Minha idealização me cegou, me fazia achar que aquele talvez não (que na verdade era um não com dó) era um talvez não de todas as minas do mundo. Não é! 

Ora, caro leitor tire a viseira. Esqueça essa que você chama de "amor platônico". Ela só quer a sua amizade, nada mais. E você não é obrigado a ver ela ficando com os outros bombadinhos por aí, assim como não é obrigado a ser um bombadinho pra conquistar uma mulher. Admito, é só um jeito mais fácil e que vai me fazer bem. Não vou ser hipócrita e dizer que vai melhorar a minha saúde, porque eu nunca liguei muito pra isso. Meu ego ferido e minha frustração pessoal foram os fatores que me empurraram para querer ter uma vida nova.

Como eu disse, quem ri por último ri melhor. Com isso, não quero dizer que vou ficar gostoso e essa mina ou qualquer outra vão morrer de amores e se arrepender do fora. Como diria um parceiro: o não de hoje é o sim de amanhã! Mas até o amanhã eu vou facilitar esse "sim". Quem sabe, um dia, ter esse mesmo gosto de rejeitá-las (ou iludí-las) ? Bom pro ego, mas uma atitude deprimente. E sinceramente? Eu amaria massagear meu ego desta forma, nem que seja uma só vez, só pra ir dormir feliz de saber que além de conseguir, eu devolvi na mesma moeda. Me sentir suficiente e capaz com as mulheres, pelo menos uma vez na minha vida, deve valer muito a pena.

É claro: isso muito provavelmente não vai acontecer. A minha conjectura de partida é que melhorando o jogo da fitagem e a minha aparência eu tenha mais chances. Esse mar de letras não é sobre a mina x ou mina y, é só um daqueles em que penso sobre mim de uma forma diferente, talvez a única que seja esperançosa e otimista. Sou muito mais eu do que ficar bajulando menininha e idealizando amor de novela das oito. Se for pra bajular, que me traga resultados.

O projeto verão está aí, ano que vem tem as bixetes e esse ano tem as veteranas. Vamos pescando, praticando, ficando melhor. Vamos diminuindo as chances de ser colocado de lado ou rejeitado. Não quero ser amiguinho, eu quero ser aquele que faz o amiguinho chorar. Friendzone só existe porque o friendzonado deixa. A faca e o queijo estão na mão!

Depois de me aprimorar, é só questão de tempo. Não é difícil achar alguém melhor que qualquer mina por quem eu chorei (com apenas uma exceção, quem me conhece sabe quem é). Que fique claro que não tenho raiva de nenhuma delas.

Só seria engraçado pra caralho elas verem a chance que perderam.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Um monte de merda sobre a volks nos anos 70

Olha quem vem lá: o perdedor número um da molecada! Sim, ele mesmo que ainda consegue tentar ser feliz sabendo que tudo o que ele fez foi em vão. E porque seria diferente? Peguei esse azar do meu pai, talvez. Pelo menos ele sempre me dizia isso!

 Não estou aqui pra ficar chorando as pitangas, como sempre faço, mas no fim o que vai me tirar dessa bad é escrever, e eu sempre deixo escapar alguma merda sempre. Na verdade, só escrevo pra não ficar chateado com os tapas na cara que a vida dá, e mesmo não querendo compartilhar isso com ninguém, sempre acabo compartilhando. Se alguém ainda lê, que sejam livros, porque postagem minha só é bonita quando eu tenho bad trip pesada.

A grande sacada é se convencer que seu problema não é tão grande quanto você idealiza, e a partir daí você começa a se cobrar menos. Mudei de ares, de vida, de opinião, de cidade, e com isso conheci gente nova. Na verdade, ficar escrevendo num blog adolescente cheio de drama é meio duvidoso, mas não tenho culpa de gostar de escrever como eu me sinto. É foda ficar sempre de saco cheio por ser incompetente de não poder estar com quem você curte e ansioso por idealizar um futuro, inexistente como qualquer outro, no qual você faria muito para que existisse. É idiotice se deixar levar pelo encanto de um sorriso, e mais ainda fazer dele uma de suas metas.

 E é óbvio que existe idiota pra tudo nessa vida!

Ficar triste por isso é tão imbecil, que riem de mim por isso, e eu rio junto em alguns momentos de lucidez repentina que eu gosto de chamar de bons momentos.

É claro também, que imagino muita merda. Não tem como não imaginar, pois as circunstâncias não ajudam. Quem me conhece fisicamente sabe do que estou falando, mas espero que não achem que eu me preocupo com isso no momento. É que aquele papo de ter coisas à oferecer é relativo. Tudo é, quando se trata de seres humanos. Não dá pra ficar dando muito detalhe, apesar de que algumas pessoas que lerem possam entender: quero mais é que se foda. A maioria delas, inclusive a que eu agradeceria se saísse da minha cabeça, me falavam pra desencanar, focar em outra, deixar o tempo passar e etc. Como sou teimoso, fiz o que não deveria nunca ter feito e agora me vejo refém desse mar de sentimentalismo barato mais uma vez.

Mas também, Vinicius já dizia: "Eu francamente já não quero nem saber de quem não vai porque tem medo de sofrer".
Não tem nada perdido nem nada ganho. Não tem nada, e nunca teve.

 Talvez na minha cabeça isso seja verdade, talvez pudesse houver se eu não ligasse a mínima. Infelizmente não foi assim, e esse texto prova isso, mesmo que de uma maneira equivocada. Não é drama nenhum, só minha maneira de ser honesto comigo mesmo.

De qualquer forma, estava com saudades de escrever. A parte boa de ficar nessa bad é saber que você não é de pedra. Talvez eu seja exagerado demais e tenha falado um monte de groselha, mas a mudança de ambiente trabalha em conjunto com estes tapas na cara pra te ensinar a viver e a encarar essa falta de amor próprio com outros olhos. Escrever me faz pensar, e pensar me faz parar de ser um babaca chorão e sentimental, por alguns instantes.

Sei que não sou nenhum príncipe, mas que também não sou um completo bostão: se me deixei ser idiota e a vida devolveu na voadora, tenho que ficar feliz por ter reconhecido que fui otário mais uma vez e perceber que tenho que parar de sonhar e alimentar esperanças de coisas que não existem. Ainda que eu leve o que me foi dito em consideração e mantenha as esperanças: onde isso vai me levar?

À mais um mar de letras e lamentos enjoativos e exagerados?

Não. Eu prefiro não arriscar mais.

...mas gostaria de conseguir aquele sorriso!



Essas duas últimas linhas ilustram como funciona a minha cabeça de prego: eu sabia que não seria o primeiro, nem o único. E sabia também que existia a imensa e esmagadora possibilidade de nem ser um deles. O problema, mais uma vez, foi dar um espaço desnecessário pra isso, e deixar tomar uma proporção tão grande quanto de fato tomou.

 E agora? Continuar levando isso comigo até passar, me estabelecer a nova meta de não pensar mais nisso depois que publicar, e praticar o exercício do desapego com toda menina que me encantar como ela me encantou.