sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Eu sou meu próprio caminho

Eu sou aquele que traiu o que disse e ressucitou as letras soltas na minha cabeça
Sou aquele que conseguiu tomar rumo na vida e parar de lamentar por tão pouco
Aquele que enxergou que a vida é muito mais do que parece ser
Que sabe que a felicidade plena não é deste mundo
Sabe também que não existe barreira intransponível
Também que sua capacidade de atrair olhares é única
Que seu amor pode se transformar rapidamente em uma bolha de nada
Seu destino apenas em suas mãos
Destino esse que tracei sozinho e confiante
Esse mesmo andar da carruagem que planejei por tanto tempo
Mesmo quando tudo parecia perdido, inalcançável
Quando não era confortável expor-se tanto assim
Não sendo nada mais do que um garoto revoltado contra tudo e todos
Sendo assim declaro a ressurreição da casa dos perdedores
Assim faço daqui meu lar novamente
Faço tudo o que quero fazer, e mais ainda
Tudo o que sempre quis era alguém pra se amar
O que parecia ainda há pouco inalcançável e utópico
Que mesmo não se concretizando se faz presente em uma esperança qualquer
Mesmo tudo sendo tão rotineiro e corriqueiro
Tudo faz com que eu possa ver a beleza das coisas
Faz tempo que não escrevo
Tempo realmente foi o problema por tanto tempo
Realmente estou no caminho que sempre quis seguir
Estou sentindo-me feliz, completo e realizado
Sentindo-me amado sem alguém para fazê-lo
Amado por qualquer um, a qualquer momento
Por pessoas que são falhas e animais, assim como eu
Pessoas que me querem bem e reconhecem meu potencial
Que sentem saudades de mim
Sentem que eu fui algo além de um viajante de passagem por sua vida
Que cada frase escrita começa com a segunda palavra da anterior
Tantas já foram escritas com suas belezas particulares
Já escritas antes em um sopro de vida, com o esmero de um pobre coração agora acalentado por si mesmo
Com a estética impecável e essência inabalável
A coisa mais prazerosa de se fazer em uma madrugada de reflexões

Veio então a quebra da estética fria como um raio de felicidade que quebrou minhas correntes enferrujadas

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O alegre fim

Eu anuncio a lenta morte dessa casa que foi meu conforto por tanto tempo, não existirão mais lamentos na minha vida que alguém possa ler. Eles serão afogados nas minhas buenas vibras. Até algum dia, amigos. Escrever pra este blog só me faz lamentar e regredir. Desculpe, eu descobri que sou feliz sem ele!

Muita paz!


Quero te mostrar um mundo novo de cores
Vivas

Quando se acredita a gente pode ter tudo
Livre

Carregue sua fé no sol que está em seu peito
Força

Libere esse sorriso e vá dançar do seu jeito
Porque

Se a lua vai brilhar
E o vento vai soprar
E a chuva vai chover
Quem vai amar você?

Não vá se preocupar
Deixe o destino agir
E o corpo vai sentir
Cometas e estrelas descendo aqui

Dentro da música (3x)

Enfrento qualquer parada com você
Nós em busca do caminho do amor
Sei que todo mundo um dia vai sofrer
E nosso coração também vai sentir dor

Mas no final, tudo, tudo, vai resolver
Como o sol se põe e a lua nasce
E a noite vai brilhar sua luz
Por todo lugar, e nos sonhos da gente

Então vamos sorrir e celebrar
Tudo que há de bom
Eu vou estar com você, por todo lugar
E nos sonhos da gente

Então vamos sorrir e celebrar
Tudo que há de bom
Eu vou estar com você, por todo lugar
E nos sonhos da gente

Enfrento qualquer parada com você
Nós em busca do caminho do amor
Sei que todo mundo um dia vai sofrer
E nosso coração também vai sentir dor

Mas no final, tudo, tudo, vai resolver
Como o sol se põe e a lua nasce
E a noite vai brilhar sua luz
Por todo lugar, e nos sonhos da gente

Então vamos sorrir e celebrar
Tudo que há de bom
Eu vou estar com você, por todo lugar
E nos sonhos da gente

Então vamos sorrir e celebrar
Tudo que há de bom
Eu vou estar com você, por todo lugar
E nos sonhos da gente

Dentro da música (3x)

Todas as ruas, abençoadas
Nossa Senhora, em nossas casas
Todas as ruas, abençoadas
Nossa Senhora, em nossas casas
Todas as ruas, abençoadas
Nossa Senhora, em nossas casas
Todas as ruas, abençoadas

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Uma questão de prioridades

Não importa o que eu faça, o que eu pense, o que eu diga. Esse vazio está dentro de mim desde que me vi sozinho, longe de casa. Essa sensação de que algo ou alguém me falta, e que esse alguém não existe. Não importa se eu tenho alguém pra sair. Não importa se eu vou pra alguma festa. Não importa quem está lá, quem eu veria ou deixaria de ver. Não me passa nada na cabeça.

Não me são indiferentes todas aquelas pessoas indiferentes a mim, como eu gostaria que fosse. Esconder essa sensação é quase impossível. Não importa se eu durmo com alguém. Não importa se esse alguém vê algo em mim de verdade. Não importa. Eu já tenho alguém que se importa comigo, e sou eu mesmo. O que realmente importa é a prioridade que dou/dei para essas pessoas ou situações na minha vida. Não sou sozinho, não sou solitário. Não quero salvar o mundo dele mesmo, nem as pessoas de seus próprios demônios, inseguranças, inverdades, infantilidades. Eu também tenho as minhas. Já sou presunçoso o suficiente, tenho que cuidar de mim antes de tudo. Mas eu insisto em me deixar de lado e perseguir algo que eu nem ao menos sei o que é. Já vão fazer dois anos nesta nova vida, e essa sensação me permeia quase que constantemente. Me tornei mais forte para os novos problemas, mas percebi uma fraqueza para os antigos. Uma que eu posso definir como saudades.

Tenho saudades, confesso, daquele anjo que precisava voar para longe e seguir sua vida longe de mim. Dos dias em que eu não me preocupava com nada nem ninguém.

Hoje, deito na minha cama e penso sobre tudo. Tudo vai tão rápido diante dos meus olhos, a turbulência atinge meu cérebro, o vazio toma conta de mim. Depois, o silêncio do sono.

Ao acordar, procurar coisas que te façam sentir querido e desejado. Saciar um desejo, preencher uma lacuna. Bebida, cigarro, jogos, sexo. E nada disso me faz sereno como antes.

Ainda não acho que tenha sido um erro da minha parte, pois se não o fizesse seria egoísta. São tantos laços indiretos com todas essas pessoas que me tiram o sono por algum motivo, que eu desejaria deixar todas pra trás e sumir do mapa. Refazer meu círculo social por inteiro, em algum outro lugar que não me tire o sono ainda. O que me importa o que estão fazendo? Eu deveria parar de me preocupar.

Não há dor de cotovelo, não há ciúmes. Só a preocupação.

Não existe dúvida tampouco gravidade. Só meu vazio.

Não existem atitudes de homem quanto a isso, apenas atitudes de moleque.

Me pergunto onde errei. Por que ainda me sinto rejeitado por tudo e todos, não importa o que aconteça? Por que não consigo preencher meu vazio com nada nem ninguém?

E continuo a procurar nestas pessoas algo que me complete. Sempre em vão. Elas nem existem no meu cotidiano, são apenas fantasmas que visito periodicamente. É engraçado, pois muitas realmente me são indiferentes durante o dia, mas voltam a me assombrar por alguns minutos antes do sono. Peço ao Grande Arquiteto para que as guiem e iluminem sempre. Aproveito para pedir que varra-as da minha cabeça e traga novas experiências afetivas.

E ele sempre atende à sua maneira, mas mesmo assim, as cartas continuam marcadas. Não sei se possuo realmente um elo espiritual com qualquer uma dessas meninas. O que sei é que o seu bem-estar me é questionado toda noite. E dia após dia acordo vazio, descrente deste mundo. Procurando em minhas músicas algo que me preencha. Compartilhando-as para passar uma mensagem, para acalentar algum destes corações vazios que possam se conectar comigo pelo menos uma vez no meu dia. Sei que falho quase todos os dias, pois ninguém realmente se importa. Eu sou o que abomino: um tolo que tem tudo o que precisa e continua se sentindo vazio.

Um idiota que tenta tirar aprendizados de lições mas não consegue conter sua própria ansiedade. Um cara que é confiante de si mesmo de dia, mas que faz a mesma se esvair à noite quando faz suas preces para que sejam protegidas e sigam no caminho da felicidade.

Já admiti meus erros, já os perdoei. Já cicatrizei as feridas que teimam em reabrir quando preciso de tranquilidade. Já coloquei à prova meu apego ao não sentir nada quando reencontrei estas pessoas que me importo e que nunca tiveram noção do quanto me importo. Mas todo este progresso é jogado no lixo como se fosse nada, por um simples vazio que não consigo decifrar.

Eu preciso de ajuda, eu preciso de alguém que me preencha. Eu preciso amar alguém, chorar se esse alguém não dá a mínima pra mim, fazer feliz o alguém que me ama também. Ser mais do que um cara que afoga suas incertezas numa página virtual.

Um amigo meu me disse: não vale a pena ficar assim por tal pessoa.

Outro amigo me disse: eu faria tudo diferente.

Eu, meu melhor amigo, digo: este blog tem que morrer, cair no esquecimento. Talvez, apenas quando eu tirar todas as lições que preciso sobre as mulheres e aprender a ser um homem de verdade. Quando colocar minha cabeça no travesseiro, fechar os olhos, e observar a escuridão infinda até que minha consciência cesse por completo e descanse para o amanhã de novas provas e espiações.

Eu preciso aceitar minha condição, deixar estas pessoas pra trás.

Fazer uma única prece, saber que ela servirá para todos os dias e nunca mais me preocupar com nada.

Apagar todas estas pessoas da minha vida. Esquecer que já passaram por ela um dia.

É a única forma.

O vazio se preenche com o esquecimento.

domingo, 28 de junho de 2015

Cocoon



Come on in to my cocoon
you'll be safe, there's lots of room
no one comes in except for you
in my cocoon, my cocoon

Once inside no one will knock
have some wine, my cocoon is stocked
the inner door is never locked
to my cocoon, my cocoon

I know a ship that's leavin' soon
and passin' close to my cocoon
and I'll be here to welcome you
to my cocoon

Wherever you're lost, wherever you're found
pack a parachute and drop on down
wherever you are, whatever you've done
drop on in to my cocoon

slip into my cocoon
plush light, custom design
no request will be refused
in my cocoon, my cocoon

I know a ship that's leavin' soon
and passin' close to my cocoon
and I'll be here to welcome you
to my cocoon

-
Mark Sandman, o cara que pra sempre vai ser minha referência. O cara viajou a América Latina e Europa de cabo a rabo, tirava um som maravilhoso apenas com sua voz e um baixo de duas cordas. Além de ser um poeta exímio, um cara humilde e reservado, de bom coração. Suportou a morte de 3 irmãos e a falta de proximidade com o pai que nunca o apoiou em sua carreira musical, mesmo após a fama. Ele deixou seu brilhante legado, e eu sou grato por ter conhecido sua música. Em sua carreira participou de duas ótimas bandas: a primeira, Treat Her Right. A segunda, a tão consagrada Morphine, que foi quando seu gênio se fundiu com o de Dana Colley e o sax barítono foi presença marcante junto ao seu baixo simples. E o som, continuou fantástico. Se tratando de sensações, inúmeras. Uma boa pedida para uma fria madrugada de junho. Recomendo o documentário que leva o nome de um memorável álbum do Morphine, Mark Sandman: Cure for Pain. Uma vida e uma carreira brilhantes. 
Morreu no palco, numa pequena cidade italiana de ataque cardíaco.
Let's listen to Mark in June pretty baby, Justine.
Let's Take a Trip Together
Those kind of thoughts can be so cruel...

terça-feira, 23 de junho de 2015

O exato oposto do que eu descobriria

Está livre sua passagem pelos meus pensamentos
Guardarei-os por mais tempo que já duraram velhos momentos
O portão só seria aberto quando o amor resolvesse suas múltiplas dúvidas
E em sua situação inexistencial, tal portão escancarou-se
Porém o vigia não lhe permitirá se atrever a mais um passo
Por ter consciência que esta liberdade irá te machucar
O que descobrirá é apenas doloroso, apesar de me ocorrer instintivo e inofensivo
O que descobrirá é aquilo que nos mantém à procura um do outro
O exato oposto do que eu descobriria numa caminhada recíproca no teu pensar
Um processo anti-solidão natural e evolutivo
Que constantemente reafirma-se à medida que cresce
E se nega quando se aproxima do absoluto vazio
Tende à realidade carnal enquanto o sentir vai ao irreal
Nenhuma conclusão é cabível senão a de que o processo leva à tendências complementares
Ou que o real "se não" se torna um irreal "quase sim" que nutre o mesmo fim
Que o gostar é subjetivo e sortido, que o gostar demais é também egoísmo
Que não gostar é diferente de não desejar, e que o desejo é sempre ter alguém para se amar

domingo, 21 de junho de 2015

Éramos crianças...

...tudo o que disser abaixo são lembranças.
De quando eu era seu amigo, te fazia sorrir, apesar das muitas dificuldades que passávamos.
Nosso violento bairro não nos impediu de criar nosso mundo próprio e sermos felizes neles com nossas inocências. Ainda lembro do seu rosto, mas sei que não te conheço mais. Seu nome era Marcela. Sua morada é em minha memória. Gostávamos tanto de passar a tarde brincando...

Até que ela se foi um dia, embora do meu bairro e da minha infância. Deixou para trás a criança solitária, e fez dela uma idealizadora seletiva aleatória. Uma que procura a doce alma companheira sem cessar. A mesma que crê no amor puro por tê-lo vivenciado brevemente, numa brincadeira de criança.

A solidão não a fez mal, só traduziu o que o destino quis dizer e ensinar:

Pessoas vem e vão mas suas marcas ficam para sempre.


domingo, 14 de junho de 2015

Top of the World


So when the music's stoppin,
There's no more knockin', or kickin' down my door
Ain't no need for changin', or rearranging
This life we have endured
All these foolish ways, with these hopeless strays

Keep you comin' back for more
By the time you hear it, it's over, it's over

I really must have lost my mind
Wasn't me who wasn't hard to find
Six strings on my back always lookin' for the next track
Thinking bout the old hood always up to no good
When you gonna realize,
That we livin like we hypnotized
By the sound that you hear when the music's over
Times runnin out can't you see it's for ya


When you're down and out
Nobody opens their mouth
No-one ever come around your way
When you're on top of the world
Every man and every girl
Wanna come and get some shit for free
When you're sittin on the corner
No one ever gonna pay you any mind that day
You're just sittin' outside gettin' colder


It was not long ago when you wasn't that old now look at you are old and gray
Like a piece of your mind that was stolen in time never listen what nobody say
The reason everyday is not a holiday
Is ‘cause the government they steal your pay
Was a dream, but it's already over



Won't someone get us out of here
I'm alive but I can't feel
Can not tell what's reality
Can not tell what is and what isn't real

-

Essa música resume o meu presente.

Você é prafrentex?

Eu preciso registrar períodos importantes para mim. Preciso lembrar, um dia, se disser que não quero voltar para casa, que um dia essa opinião foi diferente. Eu sinto saudades do meu mar, dos meus amigos antigos. A faculdade me prenderá aqui por tanto tempo... talvez perderei a despedida dum grande amigo que está indo para o Canadá, e também a chance de rever a amiga dele. Perderei o contato, assim como venho perdendo a cada dia. Meus amigos daqui valem por 1000, são poucos e verdadeiros, mas não me sinto confortável aqui como me sinto lá. Pra começar com a minha má fama de reacionário de direita, causada pela minha vontade de mostrar o caminho para esmagadora maioria dos estudantes dessa faculdade que são esquerdosos. Nunca quis fazer parte de grupo nenhum daqui: a minha república é mais que o suficiente para um cara reservado como eu. Só é meio chato ter que conviver em rolês sendo taxado de ovelha negra por ter uma opinião diferente de 90% dos maria-vai-com-as-outras que acreditam em tudo que seu professor de história lhes enfiou na cabeça sobre o espectro político nacional e internacional. Mesmo sendo livre, mesmo sendo eu, não sou considerado iluminado pelo bando por ir contra esta corrente. E, realmente, me dá sono ter que ouvir sobre a minha fama e repetir que isso não faz nenhuma diferença a não ser me dar motivos para repudiar quem me julga por ser 'do mal'.



Na verdade, muita coisa vem me dando sono ultimamente. O Facebook é uma dessas coisas. Depois que saí do grupinho idiota que discutia política, entrei no ramo de ter que aguentar essa galera vomitando ideologia fraca como se fosse verdade universal. Ou então chorando por motivos quaisquer. Elas parecem tão legais virtualmente, que sua percepção vai ao abismo quando se compara com a realidade. Em sua maioria, fazem de tudo para pertencer ao grupo (não é novidade que esses seres só se pronunciam em bando ou indiretamente). Pregam a democracia mas fazem um motim contra o libertário que sabe sobre o que fala e tenta esfregar na cara deles.

Com certeza fui presunçoso com essas pessoas. Isso pode ter me custado mais do que eu gostaria, mas não me arrependo de ter sido impetuoso contra tanta gente que hoje percebe que fez merda votando na Dilma mas não dá o braço a torcer. Fui um orgulhoso com razão, e eles hoje são orgulhosos sem. Não que a minha educação na época do debate fosse contar para alguma coisa: eu ia continuar estigmatizado como reaça elitista odiador dos pobres playboy de direita.

Felizmente nem todos são assim, mas com essa visão, não me vejo tão mais satisfeito aqui em meio a tanta gente hipócrita. Isso me faz ter saudades dos meus amigos de esquerda que não são naturebas nem vegans chatos. Estou sendo presunçoso de novo? Creio que não me arrependerei. São chatos mesmo.

É muito esforço pra tentar parecer ecologicamente, politicamente, moralmente correto. É tanto esforço que eles não percebem a érnia intelectual que isso lhes causa a cada dia. Cada simples teoria infundada e sem lógica proferida é um assassinato de conhecimento. Gastam tanto suor pra tentar mostrar sua diversidade que no fim acabam todos iguais. Se acham o 'floquinho especial de neve', diferentões do resto, mas acabam se incluindo mais ainda no grupo homogêneo dos floquinhos especiais de neve. Acabam sendo tão presunçosos e orgulhosos quanto eu, mas sem razão. Vivem de tentar simular uma vanguarda super prafrentex da juventude e ganhar o ticket de entrada para a revolução que irá salvar o mundo do capitalismo. No fim, tudo se resume a sexo. Aliás, todos sabemos que fica bem mais fácil xavecar uma pessoa que também é prafrentex que nem você.

Que sejam felizes nos seus mundos cor-de-rosa. Nunca precisei forçar nada, nem ser sujeito a lavagem cerebral, pra pegar menininha por aí. Nunca precisei pensar como mais uma ovelhinha socialista pra ter chances com alguém. Nunca postava nada para aparecer, sempre postei para debater ideias de verdade. Infelizmente, o comportamento de bando dessas pessoas me fez ser grosso muitas vezes.

Não me arrependo.

Afinal, sempre achei que aventureiros da justiça social fossem um pé no saco.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Série numero um de letras escritas na aula de cálculo para não dormir

Não que pareça, nobre Condessa
Mas seu vestido mofou
Tua graça se foi
Sua voz já calou
Teus olhos perderam o brilho
Sem ódio, só pelo mínimo
De coisas que eu poderia lhe falar

Tua alegria é feita de plástico
Teu sono é tranquilo e sereno
Nos sonhos reproduzem desejos
De teu ego, faminto por gracejos
Teu Eros vive em tudo que não vejo

Há um instinto que procura segredos
Poucas palavras livres proferidas
Histórias que se forem lidas
Expõem dúvidas e medos

Paixão ou apego?
Não há diferença entre os termos
Os tropeços e quedas foram os mesmos
Nunca houveram quatro folhas num trevo
Ou um chaveiro com uma pata de coelho

Não, nobre Condessa, se aventurar nunca foi pecado
E mesmo quando não havia notado
Este seu vestido desbotado
Preferiria manter-me calado
Nunca ter feito de mim um pobre coitado

E quanto ao outro vestido?
O quão lindo teria sido?
Se ao invés de tentar tingi-lo
Nunca o tivesse visto?

-

Talvez uma parada mais psicodélica progressiva soe melhor que uma bossa ou samba, acho que vou adquirir um pedal Black Hole este mês. Preciso voltar à ativa, fazer e ouvir música é meu hobbie, vou segui-lo. Abastecer meu soundcloud com músicas próprias será uma boa experiência. 





terça-feira, 2 de junho de 2015

Adormeceu



Adormeceu
Antes do fim do dia
Entre a rotina do lugar
Porém a vida ainda se faz
Num fraco suspirar


Reconheceu
A paz que ainda se esconde
Por traz dos mantos da razão
Adormeceu p'ra não morrer
Morrendo sem saber.


Hey, hey! Hey, hey!
Amor teus brancos sonhos
Não sei! Não sei!
Se irão te abrigar!


Adormeceu
Antes do fim do dia
Entre a rotina do lugar
Porém a vida ainda se faz
Num fraco suspirar


Reconheceu
A paz que ainda se esconde
Por traz dos mantos da razão
Adormeceu p'ra não morrer
Morrendo sem saber.


Hey, hey! Hey, hey!
Amor teus brancos sonhos
Não sei! Não sei!
Se irão te abrigar!
Adormeceu

Adormeceu mas possui seus momentos de insônia! 

Rock progressivo brasileiro dos anos 70, mais conhecido como rock brasileiro decente. O RPB (ou RBD, hahaha) marcou sua época, ainda marca, e ainda marcará. O Terço é um dos expoentes de excelentíssima qualidade desta vertente, que também pode ser muitíssimo bem representada por bandas como Violeta de Outono, Casa das Máquinas, A Bolha, Som Imaginário,Terreno Baldio, Moto Perpétuo, Recordando o Vale das Maçãs e o excelentíssimo Som Nosso de Cada Dia (o álbum Snegs é, talvez, o mais genial dentre todos).
Toda a psicodelia de cordas e o talento dos tecladistas da época fizeram com que se imortalizassem e se tornassem referência no meio artístico real e não-comercial. Induzindo a viagem estão as letras dispersas, suaves, marcantes e loucas. Tudo o que seria necessário para uma viagem completa. Um dia ainda comerei um cogumelo e ouvirei Snegs repetidamente até cansar.
O mês irá render com tanto material bom para escutar, estava com saudades da música brasileira após um mês de Morphine e Treat Her Right. Aliás, preciso de um post para o Mark Sandman e seus companheiros de ambas as bandas. Grande homem.
Agora cá estou eu numa das melhores viagens musicais que já tive. Acho que bostejação nenhuma que já fiz aqui consegue tapar o buraco de uma boa trip de madrugada, regada à um som propício.
(Muito menos ser mais eficiente!)
Como diria a premissa da Mudança do Tempo:
Acordar que o tempo parou por aqui!
Espalhar as nuvens que cobrem o céu!
Auto-explicativo, apesar de atrasado.